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  • Onofre Santos

As rondas de Maio


Maria estende a sua mão direita como se confiante nos pedisse a nossa em troca... o seu sorriso é sinal seguro de que vai superar a nossa incredulidade que só nos faz mal por não a vermos ou sentirmos perto de nós. O Papa vai este mês a Fátima para canonizar Francisco e Jacinta, não porque acredite que a Senhora lhes apareceu vinda do céu, mas porque tem a certeza de que eles a viram e só por isso merecem ser santos.

Felizes os que acreditam sem ver, disse, porém, há dois mil anos, Jesus ao pequeno Tomé... e o mais intrigante é que ainda hoje continuamos sem saber que felicidade é essa.

Este é também o mês em que se celebra o dia da Mãe... mais para felicidade de quem vende presentes, mas é como no Natal, sabe tão bem ao coração distribuir sorrisos e alegrias por aqueles que mais amamos... e a nossa mãe vem primeiro. Esqueçamos, ainda que por instantes, o que Jesus disse quando lhe foram levar a notícia de que estavam ali à sua procura sua mãe e seus irmãos. "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?" Já para não recordar a sua resposta atrevida quando ainda criança, se teria aparentemente perdido dos pais e Maria, morta de cuidados, o foi encontrar à conversa com os doutores da lei no templo de Jerusalem, pretextando estar a tratar dos negócios do Pai.

Em Angola, é a Mamã Muxima com todos os angolanos apertados no seu coração e eles também com o coração na boca, rezando, implorando-lhe a saúde e o dinheiro para tantas necessidades, a chuva e o bom tempo para os dias que virão, num ano de tantas promessas que só Deus sabe quando poderão ser cumpridas.. Estamos a 120 dias de novas eleições e a esperança e as ilusões voam alto como bolas coloridos jogadas pelas crianças deste País. Se as contas estiverem certas, está desde já apurada uma maioria impressionante de melo menos 19 milhões de crianças - a diferença entre os 28 milhões e meio projectados pelo Censo e os eleitores registados! São as crianças a grande maioria em Angola e deverá ser, a pensar nelas e a rezar por elas que deveríamos transformar numa devoção mais, neste Maio de 2017, a compreensão e a exequibilidade dos programas políticos dos concorrentes ao pleito eleitoral. Será um milagre converter o desejo do poder, pelo poder de um bom desejo? Mamã Muxima dá-nos a tua mão!


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