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  • Onofre Santos

Querida viste o meu post?


Mas tu julgas que eu tenho a tua vida? Tenho os filhos para ir buscar à escola, levá-los ao médico, falar com as explicadoras, não falando nas compras, a mulher do motorista está doente e ele não me pode dar apoio nenhum... tenho que me virar sozinha... Quando é que julgas que eu vou ler o teu post? À hora da novela? Por favor tem pena de mim....

Tens razão querida, lamento muito, mas como alguém disse, mulher de escritor é viúva.... é como viver com um defunto em casa... ele já entrou na imortalidade, só que ninguém sabe, e por isso não lhe fazem o enterro!

Credo, homem, pelo menos na cama tu não escreves e isso sempre é um prémio de consolação... embora eu preferisse que me dissesses essas coisas que escreves nos teus contos, essas coisas ousadas e excitantes que só oiço e vejo no cinema....

Ora, ora, isso é conversa de carenciado, de homem que fala do que não tem, acredita meu amor, quando estou contigo, as palavras ficam todas subentendidas, não há eloquência que substitua as caricias das tuas mãos, o teu revirar de olhos...

Isso é mesmo verdade?

Claro que sim, todos os escritores que falam muito de amor é porque lhes falta, tu sabes... o que não é o meu caso...

Mas tu também és...

Escritor? Não, eu sou só "amador"... não me confundas com esses mestres de ficção que ganham prémios... eu troco todas as condecorações por te trazer dependurada ao pescoço.... vá lá, acredita em mim, não me fujas... não te ponhas a voar..

Não é assim que me convences... só quando escreveres um post só para mim, para dizeres quanto me desejas, que morres de paixão, que eu te levo à glória e que sou mais excitante que o prémio Nobel...

Mas para quê, não me dirás?

Quero que morram de inveja todas as outras que te lêem!


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